Como evitar erros na coleta de sangue com tubos de coleta a vácuo

12 de agosto de 2021
Como evitar erros na coleta de sangue com tubos de coleta a vácuo

Praticada há séculos, a flebotomia – coleta de sangue – ainda é um dos procedimentos invasivos mais comuns na rotina dos laboratórios. Cada passo do processo pode afetar a qualidade da amostra e é, portanto, importante para evitar erros nos resultados dos exames laboratoriais. 

De acordo com a Associação Nacional de Hospitais Privados,  resultados falhos em exames causam o prolongamento das hospitalizações. A Organização Mundial da Saúde afirma que um toque de dedo para localizar uma veia, por exemplo, aumenta a possibilidade de colher um espécime contaminado. Inclusive, até mesmo solavancos e vibrações, durante o transporte dos tubos de coleta, podem causar ruptura de hemácias, dando ensejo a resultados laboratoriais e tratamentos incompatíveis com o quadro clínico real do paciente. 

A seguir, leia as boas práticas para  evitar erros nas etapas mais importantes da coleta de sangue utilizando tubos de coleta  a vácuo.

FAÇA A PRÉ-ANÁLISE DOS EXAMES

A fase pré-analítica é um momento delicado dos testes de laboratório. Ela inclui a triagem completa: solicitação do exame, cadastro, preparo do paciente, coleta venosa, centrifugação, acondicionamento e transporte das amostras. Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial, até 68% dos erros são decorrentes de falhas no processo pré-analítico.

Por isso, aplicar as boas práticas e utilizar materiais de qualidade na fase pré-analítica são indispensáveis para a obtenção de resultados corretos, seguindo sempre as precauções universais. Utilizar luvas, aventais, óculos de proteção e todos os equipamentos de proteção individual necessários para proteger-se de eventuais respingos, vazamento de sangue e exposição a agentes patogênicos transmitidos pelo sangue. 

USE OS MATERIAIS CORRETOS

Um dos sistemas de coleta venosa para exames de sangue mais comuns envolve a utilização de tubos de coleta a vácuo, que possuem o importante papel de armazenar as amostras a serem analisadas. Estes sistemas são fechados de modo que reduzem os riscos de exposição direta ao sangue, evita contaminação e torna a coleta venosa de múltiplas amostras mais simples usando uma única punção.

Além de garantir que o laboratório tenha um processo de qualidade, também é imprescindível se atentar às condições de estocagem do material utilizado para a coleta (como umidade, temperatura e exposição solar), pois pode alterar as características do material interferindo assim nos resultados finais dos exames. 

IDENTIFIQUE O TUBO CORRETO PARA CADA TESTE

Os tubos nos quais o sangue é coletado podem conter um ou mais aditivos, dependendo do objetivo da análise. Há os com aditivos que promovem a coagulação mais rápida do sangue, outros que impedem a coagulação  e ainda aqueles que preservam ou estabilizam determinados analitos.

Cada tubo é usado para uma variedade de testes. Como alguns permitem que o sangue coagule e outros não, é importante identificar o tubo correto para cada teste,  evitando assim vários erros subsequentes.

SIGA A ORDEM CORRETA DE UTILIZAÇÃO

A ordem foi definida para evitar a contaminação por aditivos nos próximos tubos quando são necessárias mais de uma coleta venosa em um mesmo paciente.

Por isso, baseada na CLSI H3-A6, a sequência de tubos deve ser:

  1. Tubo de hemocultura / tubos sem aditivos – Tampa vermelha
  2. Tubos de  Citrato de sódio (coagulação) – Tampa azul
  3. Tubos para Soro (Gel com ativador de coágulo / ativador de coágulo) – Tampa Amarela / vermelha respectivamente
  4. Tubos com Heparina – Tampa verde
  5. Tubos com EDTA – Tampa roxa
  6. Tubos com Fluoretos – Tampa cinza

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Fontes:
https://www.who.int/infection-prevention/publications/Phlebotomy-portuges_web.pdf
https://blog.diagnosticosdobrasil.com.br/coleta-venosa/
https://www.scielo.br/pdf/jbpml/v45n6/a02v45n6.pdf

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