Leucemia

14 de julho de 2021
Leucemia

As células sanguíneas são produzidas na medula óssea, e esta fica localizada na cavidade dos ossos, também conhecida como tutano. Nesta cavidade são encontradas as células precursoras do sistema hematopoiético, ou seja, as células que dão origem aos glóbulos brancos (leucócitos), aos glóbulos vermelhos (hemácias) e as plaquetas. 

A leucemia é uma neoplasia (câncer) dos glóbulos brancos, que tem início nas células-tronco da medula óssea e, geralmente, é de origem desconhecida. 

Quando uma célula sanguínea, que ainda não atingiu a sua maturidade e sofreu mutação genética é encontrada no sangue periférico, significa que esta célula perdeu a sua função de proteção no organismo. Essa célula tem por característica a rápida multiplicação e morre menos do que as células normais. Isso faz com que as células sanguíneas saudáveis que estão na medula óssea, sejam substituídas pelas células doentes.

Já foram descritos em literatura mais de 12 tipos de leucemia, sendo elas caracterizadas como “aguda” ou “crônica”. O que difere estes dois modelos é a velocidade de crescimento das células doentes bem como de sua funcionalidade.

Na leucemia aguda, a doença se desenvolve de forma mais rápida e agressiva, sendo que as células doentes não conseguem realizar a defesa do organismo e se proliferam de forma rápida. Já na forma crônica, as células doentes ainda conseguem realizar algum tipo de defesa do organismo, sendo que os sintomas vão se agravando gradualmente, podendo aparecer ínguas ou infecções recorrentes. 

Outra forma de diferenciar as leucemias, é de acordo com o tipo de glóbulos brancos que são afetados, ou seja, linfoides ou mieloides. 

Leucemia Linfoide Aguda (LLA): tem por característica mutações nos linfócitos, impedindo que estes se tornem maduros e se transformem em células sanguíneas funcionais. Como resultado, há um acúmulo de linfoblastos que não desempenham sua função e poucas células maduras.  O seu desenvolvimento acontece de forma rápida, se tornando grave. É o tipo mais comum em crianças, porém pode acometer adultos. 

Leucemia Mieloide Aguda (LMA): são mutações nas células – troco mieloides, e resultam na liberação de células imaturas (blastos) que deveriam estar na medula óssea e estão presentes também no sangue periférico. Estas células não conseguem amadurecer e crescem de forma rápida e descontrolada. Neste tipo de doença, o indivíduo começa a apresentar anemia, infecções e sangramentos. Pode acometer crianças ou adultos, porém já se sabe que a incidência aumenta de acordo com a idade. 

Leucemia Linfoide Crônica (LLC): desenvolvimento lento da doença e afeta principalmente pessoas acima de 55 anos. Há o crescimento desordenado de linfócitos B, porém não impede a produção das células normais.  Sabe-se que este tipo de leucemia é doença adquirida e não hereditária, porém ainda não foi identificado o motivo do aparecimento deste tipo da doença. 

Leucemia Mieloide Crônica (LMC): progressão lenta e envolve células mieloides da medula óssea e a princípio tem por característica acometer principalmente adultos. Há uma produção de células sanguíneas em excesso pela medula óssea. Considerada como uma doença controlável, através do uso de medicamentos, levando os pacientes a ter uma vida normal e com menos efeitos colaterais. 

Sinais e sintomas

Varia de acordo com o tipo e evolução da doença, podendo apresentar sintomas parecidos com outras doenças como:

Tratamento

Para cada tipo de leucemia, é preconizado um tratamento específico.

Para a leucemia linfoide aguda, o tratamento é feito através do uso da quimioterapia, dividida em 3 fases: a primeira possui o objetivo de remissão das células doentes; a segunda etapa é feita através da terapia intensiva com quimioterapia que não tenha sido utilizada; terceira fase é com um tipo de quimioterapia mais branda.

Leucemia mieloide aguda: feito os mesmos dois processos iniciais da terapia para leucemia linfoide aguda, porém a terceira etapa somente é feita em caso de hemorragias graves durante o diagnóstico.

Leucemia linfoide crônica: dois tipos de tratamentos podem ser utilizados, como a quimioterapia, ou uso de medicamentos orais e imunogenéticos. A escolha é feita através do aspecto clínico do paciente, presença de outras doenças, evolução da leucemia e resistência à quimioterapia.

Leucemia Mieloide Crônica: normalmente é feito através do uso de medicamentos orais. Em caso do tratamento falhar ou não responder de forma satisfatória, pode-se fazer o uso de quimioterapia e/ou transplante de medula óssea. 

A leucemia pode sim ter cura, especialmente se diagnosticada precocemente e com tratamento inserido de forma rápida. Cuide de você e dos seus! Fique atento aos sinais e sintomas!

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Referências:
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/leucemia – acesso em 25/06/2021
https://abrale.org.br/doencas/leucemia – acesso em 25/06/2021
https://www.pfizer.com.br/sua-saude/oncologia/leucemia –  acesso em 25/06/2021

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